A Cidade Luz

História da Cidade | Não há comentários

Quase ao final do século XIX, por volta de 1885, Jacareí era servida por 50 lampiões a querosene que atingiam o pequeno centro (Matriz, Rosário, Bom Sucesso, Rua Direita (Antonio Afonso), Largo da Quitanda e Rua das Flores (Luis Simon). Neste arcaico serviço de iluminação pública a cargo do Coronel Carlos Porto, era obrigatória a figura do vigilante que acendia os lampiões e era conhecido como o “homem da taquara”.

Em 1895, quando o intendente (prefeito) era o Dr. Lúcio Malta, com a presença do Presidente do Estado (Governador) Bernardino de Campos, Jacareí passou a utilizar energia elétrica na iluminação pública, sendo um dos primeiros municípios a fazer uso do serviço (1°. do Vale do Paraíba; 2°. do interior paulista e 7°. do Brasil).      

Usando usina te...

Leia Mais

Jacareí na Guerra do Paraguai

História da Cidade | Não há comentários

A Guerra do Paraguai (1864-1870) foi originada pelos desentendimentos em relação às fronteiras entre os países envolvidos (Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai), também quanto à liberdade de navegação nos rios platinos e como razão última a consolidação dos Estados nacionais na região.

Ao Vale do Paraíba interessava uma breve solução para o conflito que trazia problemas para a economia cafeeira e tornava-se um grande sorvedouro da mão-de-obra escrava. Os cafeicultores de Jacareí mobilizaram-se, tendo o Coronel Leitão contribuído financeiramente e assumindo a responsabilidade pelas despesas dos que fossem prejudicados ou inutilizados na Guerra.                                                               

João José de Jesus, o nosso Corn...

Leia Mais

A Transposição do Rio Paraíba

História da Cidade | Não há comentários

O Rio Paraíba até 1850 tinha outro traçado, passando pela atual Rua João José de Macedo onde existia uma primitiva ponte com pilares de pedra. O rio foi desviado aproximadamente 400 metros por obra do escravocrata João da Costa Gomes Leitão, sob os protestos do 1º. Barão de Jacareí, já que as águas do Paraíba passavam nos fundos de sua residência, local onde hoje está o INSS.

Imagem publicada no livro “Pelas Ruas da Cidade” de João Baptista Denis Netto, o Jobanito

O local onde ficava o rio deu origem a um lugar sempre encharcado e sujeito a inundações do Rio Paraíba e que ficou conhecido como “Esmaga Sapo” e que somente depois de muitos aterros pode ser usado para construções, como a Praça dos Três Poderes. 

Região do Esmaga Sapo, atual Praça dos Três Poderes

Leia Mais

A Revolta do Sal

História da Cidade | 4 comentários

Na época do Brasil colônia, a carestia do sal era muito grande: além de monopólio da Coroa Portuguesa, seu preço era exorbitante. Por volta de 1710, sabendo que depósitos na cidade de Santos estavam abarrotados daquele produto, o fazendeiro Bartholomeu Fernandes de Faria arregimentou uma tropa de mais de duzentos homens, entre agregados, índios e escravos, e partiu em direção àquela cidade. Lá convocou o Provedor da Fazenda Real que, assustado, consentiu no carregamento requerido. Apesar da coerção, o ato não se constituiu em roubo, pois foi pago um preço justo e o tributo correspondente.

Temendo a infantaria de Santos, Bartholomeu destruiu uma ponte em São Vicente para poder escapar. Entretanto, não saiu ileso, sendo posteriormente processado...

Leia Mais

Esporte Clube Elvira

Cantos e Recantos | 9 comentários

Símbolo do Esporte Clube Elvira

O Esporte Clube Elvira, hoje somente um clube social, foi fundado no início do século XX, na ânsia pela criação de um time de futebol.  Tudo começou em 1917 quando Ubirajara Mercadante Loureiro, o Biroca, Renato Ramos de Freitas e Francisco de Lima Sobrinho decidiram formar um time de futebol com jogadores do “Esperança Futebol Clube” e do “Vila Mariana”. Os três eram funcionários da Fábrica de Meias Elvira (nome dado em homenagem à filha de seu proprietário, Manuel Lopes Leal). Em 1918, já conhecido como “Team Elvira”, a equipe que contava com jogadores da própria fábrica era formado por Biroca, Chiquinho Patrício, Raul de Lima Raposo, Zózimo, Leite, Cassianinho, Ditinho, Tirino, Felício Spadoni, Gumercindo Gomes e Lima...

Leia Mais

O Palacete do Barão

Prédios Históricos | 2 comentários

Palacete do Barão de Santa Branca

A mansão foi construída em meados do século XIX e talvez tenha sido a de maior vulto já existente no Vale do Paraíba. Tinha 24 quartos.

O Barão de Santa Branca, Francisco Lopes Chaves, rico fazendeiro de café e de ótimas qualidades morais, faleceu em 1884. Seu filho, que tinha o mesmo nome do pai e o título de 2° Barão de Santa Branca, faleceu em 1902. Era proprietário da fazenda Jaguary e libertou todos seus escravos um ano antes da Abolição da Escravatura.

1° Barão de Santa Branca

2° Barão de Santa Branca


A propriedade acabou vendida para a Malharia Nossa Senhora Conceição e o prédio demolido em 1939.

O palacete - Patrimônio histórico não preservado - Demolido em 1939

Leia Mais

Largo do Rosário

Cantos e Recantos | 4 comentários

Largo do Rosário

A atual praça Barão do Rio Branco é um dos poucos recantos da cidade que ainda preserva algumas edificações mais antigas. Vamos ver algumas fotos e observar o que restou:

A casa em estilo nórdico ao lado do Cartório de Imóveis

Na esquina podemos ver o Cartório de Registro de Imóveis e ao lado uma casa construída em estilo nórdico-europeu com telhados inclinados. Esta casa foi construída em 1938 por Rogério Rodrigues, um futebolista que veio de Jundiaí para compor os quadros do Esperança F.C. e que acabou por trabalhar na Fábrica de Meias Filhinha e casar-se com uma das filhas do Dr.Pompílio Mercadante. Tal casa, depois reformada, abrigou as imobiliárias de Luiz Lencioni e atualmente a França Imóveis.

Ao fundo, as antigas casas do Largo do Rosário

A c...

Leia Mais

Mercado Municipal

Memória Comercial | Não há comentários

No final do século XIX a obra, feita de taipa, considerada faraônica por alguns políticos e moradores, foi construída em um terreno que precisou receber diversos aterros por ser uma área alagadiça. Possivelmente foi o primeiro grande prédio construído pelo poder municipal, uma vez que a Prefeitura e a Câmara sempre se serviram de prédios alugados.

O primeiro prédio do Mercado Municipal

A rua que recebeu tão importante prédio, ligava o centro comercial da época, a Rua de Baixo (Luiz Simon) até a Estrada de Ferro, e mais tarde foi chamada Dr.Lúcio Malta, nome do prefeito municipal à época.

O novo prédio de tijolos vermelhos

Em 1924, o segundo prédio foi construído no mesmo local pelo prefeito João Ferraz...

Leia Mais

Galeria dos Presentes

Memória Comercial | Não há comentários

Galeria dos Presentes, o início

Lauro Martins, em 1946, retirou-se da sociedade que tinha com os irmãos na Casa Roberto Martins, fundada em 1899 por seu pai, e instalou na Rua XV de Novembro a Galeria dos Presentes. Em 1948 mudou-se para o Largo do Rosário, na esquina em frente ao comércio dos irmãos, local onde hoje está a Loja Riachuelo. Para à época, era uma verdadeira loja de departamentos: vendia cristais, pratarias, relógios e brinquedos. A loja foi depois administrada por seu filho Roberto.

A loja marcou época no Largo do Rosário

Leia Mais

Solar dos Denis

Prédios Históricos | Não há comentários

O solar nos Quatro Cantos

Em 1931, a construção deste prédio substituiu o casarão dos Tarantino. O hotel era no andar superior e no térreo funcionavam outros comércios. Um deles era uma casa de móveis do mesmo proprietário do prédio – o belga Eduardo Denis, pai do jornalista Jobanito. Funcionava também no local o  “Bilhar dos Quatro Cantos”. O prédio foi desapropriado na gestão Osvaldo Arouca e hoje abriga o Procon e o Arquivo Público.

Atualmente o prédio abriga o Procon e o Arquivo Público

Leia Mais